RECOLECTANDO SUEÑOS
Este es un texto que me envió un amigo brasileño (Thiago, alias Jhockoloko), la verdad está demasiado bello. Lo sé, está en portugués, prometo hacer la traducción. ¿saben? me recordó mucho a mi infancia, y especialmente hoy me sucedió algo muy lindo. ¿alguna vez jugaron dentro de una caja? Pues hoy, yo lo repetí, había 2 cajas grandes en casa, elegí la más pequeña para ver si podía entrar yo ahí, jajajaa. Fue bastante gracioso, me reí tan inocentemente como no lo hacía ya un tiempo. Me empecé a balancear dentro de la caja, cabía yo con dificultad, claro...aunque me acordé de lo bien que era ser pequeño. No me refiero sólo al tamaño, ya que no soy la altura en persona, pero es bueno ser pequeño en miedos, en odio, en tristeza, en desconfianza. Pequeño humano, pero de grande felicidad.
Y el texto es este:
"Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já
chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado.
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei
brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o
espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo, já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro
melhor amigo.
Já confundi sentimentos, peguei atalho errado e continuo andando pelo
desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a
barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais
dificeis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore
pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no
chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil
pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem
vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já
olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas
renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei
rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre"
pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver
amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e
vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção,
guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "- Qual
sua experiência?"
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: "- experiência...experiência...."
Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?
Não!!!
Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!"
Algún día intenta hacer lo que dejaste de hacer por "haber crecido". ¿hace cuánto no vas a un parque y desciendes por el tubo de bomberos, o por la resbaladilla? ¿qué tal los columpios? ¿y el sube-y-baja?
¿Y TÚ, DÓNDE ESTÁS?



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